Reunião em Rio Branco: Offsets florestais para ICAO (GT2)

Prezados membros do GT Offsets Florestais no CORSIA

cc: participantes da 2a Reunião Técnica do GT

Segue a Memória da reunião realizada no dia 25/06 na cidade de Rio Branco, Acre.

Agradeço a todos que puderam participar dessa intensa e produtiva reunião. Acredito que conseguimos avançar significativamente em nossa agenda de trabalho e discussão sobre os critérios de elegibilidade, riscos e oportunidades para a inclusão de offsets florestais do Brasil no mecanismo do CORSIA.

As recomendações geradas durante a reunião serão reportadas à CT Florestas, em momento oportuno. Foi considerada também a proposta de realizar mais uma última reunião do GT, com foco em consolidar as opções e recomendações elencadas na forma de uma estratégia e próximos passos ao FBMC. Em breve entraremos em contato para definir próximos passos e relação a reunião.

A Secretaria Executiva do FBMC confirmou que fará circular o relato da reunião para os atores relevantes de governo além de publicizar na página web do Fórum.

Atenciosamente,

Mariano C Cenamo

Facilitador do GT Offsets florestais no CORSIA

3a reunião da CT 1 – AgroBioFlor

No dia 29 de maio, foi realizada por meio virtual a 3a reunião da CT 1 – Agropecuária, Biodiversidade e Florestas.

Clique aqui para participar do Doodle sobre a oficina de trabalho, encaminhamento desta reunião, programada para Julho. Na ocasião, serão debatidos os conteúdos específicos do Programa de Trabalho.

Outro encaminhamento da reunião foi que o Programa de trabalho ficará aberto para consulta virtual, via comentários, até 15 de junho.

A próxima reunião, que será realizada novamente por webinar em 30 de junho, apresentará os comentários e o conteúdo do Programa revisado pelos membros da CT, com vstas a preparar a reuniào presencial em julho.

A agenda foi cumprida conforme abaixo:

  • 14:00 – Abertura: Como estamos no trabalho do FBMC, como lidar com o momento político e em que ponto os trabalhos da Câmara Temática se situam.
  • 14:38 – Apresentação de Luana Maia, da Coalizão Brasil Clima, Agricultura e Florestas, co-coordenadora da CT, sobre o formulário de coleta de documentos de referência para a CT
  • 14:30 – Apresentação do Programa de Trabalho, versão zero, e seus temas (por Gustavo Mozzer, EMBRAPA)
  • 14:50 – Comentários gerais em relação ao Programa de Trabalho
  • 16:00 – Informe dos facilitadores de GTs
  • 16:20 – Encaminhamentos

A gravação do webinar está disponível abaixo  com a tela:

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1as reuniões das CTs Energia e AgroFlorBio

A 1a reunião da Câmara Temática (CT ) de Energia do FBMC foi realizada na sede da EPE, no Rio de Janeiro, na última quinta-feira, 16 de março de 2017. Os slides abaixo foram apresentados pela EPE na ocasião e houve uma rica discussão entre os presentes. A transcrição das falas estará disponível oportunamente.
– a 2a reunião da Câmara Temática de Energia ocorrerá na 2a quinzena de abril (17 de abril), no Rio de Janeiro;
– serão formadas 2 mesas de trabalho na CT (Demanda e Oferta)
– haverá reuniões mensais da CT entre abril e outubro de 2017;
– buscaremos meios virtuais para permitir que membros da CT com restrições de viagem possam participar ativamente dos trabalhos
Já a 1a reunião da Câmara Temática (CT) de Agropecuária, Florestas e Biodiversidade ocorreu na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em Brasília, na terça-feira, 14 de março de 2017.

Abaixo está disponível uma memória da reunião e seus principais encaminhamentos. Compartilharemos a transcrição das falas aqui oportunamente.
Memória e presença: 1a Reunião da CT AgroFlorBio2-2
Quanto aos próximos passos:
–  a 2a reunião da Câmara Temática, com vistas à implementação da NDC, que se debruçará sobre os cenários e estudos disponíveis, ocorrerá na 2a quinzena de abril;
– interessados em compor um ou mais dos 3 grupos de trabalho de curto prazo criados precisam enviar manifestação para fbmc.secretaria@gmail.com, a fim de que os coordenadores possam organizar o trabalho no mais breve possível:
  • Grupo I – Desmatamento e metas de 2020, facilitado inicialmente por Virgílio Viana

  • Grupo II – Agricultura de Baixo Carbono e Plano Safra facilitado inicialmente por João Campari

  • Grupo III – Offsets florestais na ICAO facilitado inicialmente por Mariano Cenamo

GTT de monitoramento do PNA: 1a reunião

Por Juliana Baladelli Ribeiro, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Foi realizada dia 21/02 a primeira reunião do GTT de monitoramento do PNA em Brasília, para começar a construir o sistema de monitoramento do PNA. O Secretário Everton Lucero abriu a reunião, o MCTI teve uma fala e o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas foi representado pela Fundação Grupo Boticário/Observatório do Clima.
O FBMC se prontificou com interesse e disposição para repercutir resultados de ações com impacto positivo para a sociedade, sugerindo o Fórum Brasileiro e outros canais como ferramentas de comunicação, com uma possibilidade de utilizar os Fóruns estaduais ativos também para trazer as informações em relação às ações em andamento em nível local. Foi mencionada a criação de 9 Câmaras Temáticas e do sub-fórum de adaptação, gestão de risco e resiliência, indicando que o tema de adaptação deve permear os trabalhos de todas as CTs.
Foi divulgado o site forumbrasilclima.org como fonte de informações sobre a agenda de trabalho de 2017 e mais detalhes sobre as CTs.

A reunião foi boa, teve uma palestra do prof. Paulo Jannuzzi do IBGE sobre monitoramento de políticas públicas, outra via Skype com um especialista em monitoramento de PNAs que trouxe os casos do Reino Unido, Alemanha, África do Sul e Filipinas, e teve uma apresentação da FGV sobre a AdaptaClima. Essas falas subsidiraram uma conversa sobre que tipo de indicadores queremos, e quais os principais desafios em monitorar o PNA.

No final construímos um Plano de Trabalho com encaminhamentos e próximos passos, eu me disponibilizei a participar de um subgrupo que vai elaborar o que seria o “template” do relatório, o que precisa conter minimamente, pra qual público devemos endereçar a linguagem, etc., junto com MMA, MCTI e Ministério dos Transportes.

Estão previstas mais duas reuniões do GT para março e abril, e uma em maio para apresentação dos resultados do processo de criação do sistema de monitoramento.
A ideia da Celina, gerente de adaptação do MMA, é que saia ainda no primeiro semestre o primeiro relatório de monitoramento do PNA.

Segue a notícia da reunião.

Abraços,
Juliana

Carta Aberta do Secretário Executivo (novembro de 2016)

 

Caro(a)s amigo(a)s:

 

Recebi já aqui em Marrakech a noticia da publicação de minha nomeação para a secretaria executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas que é presidido pelo Presidente da República. Trata-se de um encargo não remunerado.  O exercerei enquanto membro da sociedade civil. Meu único compromisso de natureza política é com o consenso alcançado na sociedade brasileira e no Congresso para a ratificação –em tempo recorde—do Acordo de Paris. Na questão climática foi expressa uma unidade nacional muito rara e que se deu num momento de extrema polarização politica conseguindo não ser afetado por ela.  

 

 É nesse espírito que iremos enfrentar o difícil desafio de tirar o nosso Compromisso Nacionalmente Determinado (NDC) do papel, preparar sua primeira revisão para 2020 e construir uma estratégia de longo prazo de descarbonização drástica. Há também questões de curto prazo que precisarão ser respondidas de imediato.

 

Defendo a visão de um Fórum operativo e efetivo que contribua de forma concreta e mesurável por indicadores para com os objetivos de médio e longo prazo do Acordo de Paris. O Brasil precisa fazer sua parte no desafiador esforço para chegarmos a uma trajetória abaixo de dois graus, direcionada para 1.5 e a uma economia carbono neutra na segunda parte do século.

 

O Fórum é um instrumento de concertação do poder público nas sua diversas esferas e instância e delas com a sociedade civil (ONGs, empresas e academia). Embora pense fazer grandes plenárias, duas vezes por ano com o Presidente da República,  meu foco central serão as suas Câmaras Temáticas pois é ali que se dá a concertação efetiva que se pode produzir efeitos reais. A intenção é começar a ativa-las a partir de março 2017.

 

As Câmaras serão: 1 – Florestas e Agropecuária 2 – Energia 3 – Mobilidade e transportes 4 – Indústria 5 – Cidades e resíduos e aquelas “de interface”  que se articulam matricialmente com as anteriores: 6 – Financiamento 7 – Inovação e tecnologia e 8 – Defesa e segurança e finalmente 9 – Visão de longo prazo.

 

A ideia aqui é não querer reinventar a pólvora mas construir essas Câmaras com base nas iniciativas e trabalhos já existentes e bem sucedidos.   O Fórum é basicamente um instrumento de articulação multifacetado de apoio à governança climática e talvez possa representar um caminho para uma futura governança climática de novo tipo.

 

Penso que sua agenda básica –portanto a de suas Câmaras Temáticas— deva ser:  

 

1 – Ações de curtos prazo (o“pra ontem!”) ex: responder ao repique no desmatamento ou formar um fundo garantidor no BNDES para financiamentos internacionais aproveitando os juros baixo e a grande liquidez no mercado internacional que coincide com os nossos estratosféricos  e o inevitável aperto no gasto público.

 

2 – O NDC – como iremos tirar do papel o objetivo de 1,3 e 1,2 Gt em 2025 e 2030?  Por exemplo: como iremos, na prática, na vida real, lograr a descarbonização sobre os 32 milhões de hectares mencionados no NDC?

 

3 – O primeiro ciclo de revisão do NDC – Em 2020 e 2025 deveremos rever com mais ambição nosso próximo INDC. Como vai ser isso?

 

4 – Os objetivos de adaptação  pertinentes a cada Câmara Temática.

 

5 – O objetivo de logo prazo – sabemos que (se não piorarem as projeções do IPCC) será preciso chegar ao carbono neutro global lá pelas alturas de entre 2055 e 2070. Isso tem que começar a ser preparado desde agora de forma visionária.

 

No caso brasileiro temos ainda pelo menos 28 milhões de hectares que não foram incluídos na NDC mais cedo ou mais tarde vão ter que entrar na dança até para ajudar outras partes do mundo a cumprirem suas próprias metas inclusive propiciando atrair grandes recursos para o Brasil.

 

6  – Adaptação – as interfaces desses 4 objetivos com financiamento, inovação e adaptação. Cada uma das Câmaras Temáticas terá suas metas de adaptação, atinentes ao setor e teremos um sub-fórum especialmente para adaptação e resilência.

 

São algumas ideias iniciais que ofereço para colocar a bola em jogo e abrirmos a discussão com a delegação brasileira presente à COP 22, em  Marrakech.  

 

Abraço

 

Alfredo Sirkis

Coordenador executivo