1as reuniões das CTs Energia e AgroFlorBio

A 1a reunião da Câmara Temática (CT ) de Energia do FBMC foi realizada na sede da EPE, no Rio de Janeiro, na última quinta-feira, 16 de março de 2017. Os slides abaixo foram apresentados pela EPE na ocasião e houve uma rica discussão entre os presentes. A transcrição das falas estará disponível oportunamente.
– a 2a reunião da Câmara Temática de Energia ocorrerá na 2a quinzena de abril (17 de abril), no Rio de Janeiro;
– serão formadas 2 mesas de trabalho na CT (Demanda e Oferta)
– haverá reuniões mensais da CT entre abril e outubro de 2017;
– buscaremos meios virtuais para permitir que membros da CT com restrições de viagem possam participar ativamente dos trabalhos
Já a 1a reunião da Câmara Temática (CT) de Agropecuária, Florestas e Biodiversidade ocorreu na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em Brasília, na terça-feira, 14 de março de 2017.

Abaixo está disponível uma memória da reunião e seus principais encaminhamentos. Compartilharemos a transcrição das falas aqui oportunamente.
Memória e presença: 1a Reunião da CT AgroFlorBio2-2
Quanto aos próximos passos:
–  a 2a reunião da Câmara Temática, com vistas à implementação da NDC, que se debruçará sobre os cenários e estudos disponíveis, ocorrerá na 2a quinzena de abril;
– interessados em compor um ou mais dos 3 grupos de trabalho de curto prazo criados precisam enviar manifestação para fbmc.secretaria@gmail.com, a fim de que os coordenadores possam organizar o trabalho no mais breve possível:
  • Grupo I – Desmatamento e metas de 2020, facilitado inicialmente por Virgílio Viana

  • Grupo II – Agricultura de Baixo Carbono e Plano Safra facilitado inicialmente por João Campari

  • Grupo III – Offsets florestais na ICAO facilitado inicialmente por Mariano Cenamo

Carta Aberta do Secretário Executivo (novembro de 2016)

 

Caro(a)s amigo(a)s:

 

Recebi já aqui em Marrakech a noticia da publicação de minha nomeação para a secretaria executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas que é presidido pelo Presidente da República. Trata-se de um encargo não remunerado.  O exercerei enquanto membro da sociedade civil. Meu único compromisso de natureza política é com o consenso alcançado na sociedade brasileira e no Congresso para a ratificação –em tempo recorde—do Acordo de Paris. Na questão climática foi expressa uma unidade nacional muito rara e que se deu num momento de extrema polarização politica conseguindo não ser afetado por ela.  

 

 É nesse espírito que iremos enfrentar o difícil desafio de tirar o nosso Compromisso Nacionalmente Determinado (NDC) do papel, preparar sua primeira revisão para 2020 e construir uma estratégia de longo prazo de descarbonização drástica. Há também questões de curto prazo que precisarão ser respondidas de imediato.

 

Defendo a visão de um Fórum operativo e efetivo que contribua de forma concreta e mesurável por indicadores para com os objetivos de médio e longo prazo do Acordo de Paris. O Brasil precisa fazer sua parte no desafiador esforço para chegarmos a uma trajetória abaixo de dois graus, direcionada para 1.5 e a uma economia carbono neutra na segunda parte do século.

 

O Fórum é um instrumento de concertação do poder público nas sua diversas esferas e instância e delas com a sociedade civil (ONGs, empresas e academia). Embora pense fazer grandes plenárias, duas vezes por ano com o Presidente da República,  meu foco central serão as suas Câmaras Temáticas pois é ali que se dá a concertação efetiva que se pode produzir efeitos reais. A intenção é começar a ativa-las a partir de março 2017.

 

As Câmaras serão: 1 – Florestas e Agropecuária 2 – Energia 3 – Mobilidade e transportes 4 – Indústria 5 – Cidades e resíduos e aquelas “de interface”  que se articulam matricialmente com as anteriores: 6 – Financiamento 7 – Inovação e tecnologia e 8 – Defesa e segurança e finalmente 9 – Visão de longo prazo.

 

A ideia aqui é não querer reinventar a pólvora mas construir essas Câmaras com base nas iniciativas e trabalhos já existentes e bem sucedidos.   O Fórum é basicamente um instrumento de articulação multifacetado de apoio à governança climática e talvez possa representar um caminho para uma futura governança climática de novo tipo.

 

Penso que sua agenda básica –portanto a de suas Câmaras Temáticas— deva ser:  

 

1 – Ações de curtos prazo (o“pra ontem!”) ex: responder ao repique no desmatamento ou formar um fundo garantidor no BNDES para financiamentos internacionais aproveitando os juros baixo e a grande liquidez no mercado internacional que coincide com os nossos estratosféricos  e o inevitável aperto no gasto público.

 

2 – O NDC – como iremos tirar do papel o objetivo de 1,3 e 1,2 Gt em 2025 e 2030?  Por exemplo: como iremos, na prática, na vida real, lograr a descarbonização sobre os 32 milhões de hectares mencionados no NDC?

 

3 – O primeiro ciclo de revisão do NDC – Em 2020 e 2025 deveremos rever com mais ambição nosso próximo INDC. Como vai ser isso?

 

4 – Os objetivos de adaptação  pertinentes a cada Câmara Temática.

 

5 – O objetivo de logo prazo – sabemos que (se não piorarem as projeções do IPCC) será preciso chegar ao carbono neutro global lá pelas alturas de entre 2055 e 2070. Isso tem que começar a ser preparado desde agora de forma visionária.

 

No caso brasileiro temos ainda pelo menos 28 milhões de hectares que não foram incluídos na NDC mais cedo ou mais tarde vão ter que entrar na dança até para ajudar outras partes do mundo a cumprirem suas próprias metas inclusive propiciando atrair grandes recursos para o Brasil.

 

6  – Adaptação – as interfaces desses 4 objetivos com financiamento, inovação e adaptação. Cada uma das Câmaras Temáticas terá suas metas de adaptação, atinentes ao setor e teremos um sub-fórum especialmente para adaptação e resilência.

 

São algumas ideias iniciais que ofereço para colocar a bola em jogo e abrirmos a discussão com a delegação brasileira presente à COP 22, em  Marrakech.  

 

Abraço

 

Alfredo Sirkis

Coordenador executivo